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CAMPANHA PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

E CÂNCER DE INSTESTINO, PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

O QUE É A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

É o ato de permitir que uma ou mais partes do corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, sejam retiradas de um paciente após sua morte para que possam ajudar outras pessoas. No caso dos órgãos, o transplante precisa ser feito horas após o falecimento para que seu funcionamento no receptor não seja inviabilizado. Em alguns casos, a doação também pode ser feita em vida.

 

COMO SER DOADOR

O ideal é manifestar a vontade de doar e informá-la à família. Não adianta deixar o desejo expresso por escrito nem um registro – mesmo gravado em vídeo ou declarado em uma rede social, por exemplo.

A decisão final é dos familiares: são eles que definirão se e quais órgãos e tecidos serão doados. Por isso, é fundamental que os doadores deixem seu desejo claro para os parentes.

QUANDO A DOAÇÃO É POSSÍVEL

Não é qualquer tipo de morte que viabiliza a doação. Para que os órgãos possam ser transplantados, é preciso que sejam retirados enquanto o coração ainda bate artificialmente – o que só é possível em casos de morte encefálica, quando todas as funções do cérebro param de maneira completa e irreversível. Essa é a definição legal de morte.

Quando cessam todas as funções neurológicas, o organismo é mantido “vivo” com a ajuda de aparelhos. Como ainda há uma pulsação e o corpo ainda está quente, há dificuldade de os familiares entenderem que aquela pessoa não vai voltar. E a negativa familiar diante de situações como essa é a principal causa que impede a doação de órgãos.

É por isso que, apesar do grande número geral de mortes, a quantidade de possíveis doadores, especialmente de órgãos, é baixa.

QUEM PODE E QUEM NÃO PODE DOAR

Há critérios de seleção destinados a impedir que órgãos pouco saudáveis sejam utilizados em transplantes. A idade não costuma ser um deles: crianças e idosos podem ser doadores, assim como qualquer pessoa que tenha tido a morte encefálica confirmada. Mas a causa da morte e o tipo sanguíneo do doador, entre outros fatores, ajudam a definir quais partes de um corpo poderão ajudar outras pessoas. No Brasil, só há restrição absoluta à doação de órgãos por parte de pessoas com aids, com doenças infecciosas ativas e com câncer. No entanto, indivíduos com alguma doença transmissível podem doar para pacientes que tenham o mesmo vírus, como no caso das hepatites.